Em homilia da Quarta-Feira de Cinzas Papa alerta sobre a banalização da vida

Nesta quarta-feira de cinzas, 01 de março, a Igreja Católica iniciou o tempo litúrgico da quaresma. No Vaticano o papa presidiu procissão e rito penitencial, e em sua homilia que segue na integra, alertou sobre a as tentativas de banalização da vida. 

MISSA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS 
HOMÍLIA DO PAPA FRANCISCO
01 DE MARÇO DE 2017
Convertei-vos a Mim de todo o coração, (…) convertei-vos ao Senhor” (Jl 2, 12.13): é o grito com que o profeta Joel se dirige ao povo em nome do Senhor; ninguém podia sentir-se excluído: «Juntai os anciãos, congregai os pequeninos e os meninos de peito, (…) o esposo (…) e a esposa» (Jl 2, 16). Todo o povo fiel é convocado para se pôr a caminho e adorar o seu Deus, «porque Ele é clemente e compassivo, paciente e rico em misericórdia» (Jl 2, 13).
Queremos também nós fazer ecoar este apelo, queremos voltar ao coração misericordioso do Pai. Neste tempo de graça que hoje iniciamos, fixemos uma vez mais o nosso olhar na sua misericórdia. A Quaresma é um caminho: conduz-nos à vitória da misericórdia sobre tudo o que procura esmagar-nos ou reduzir-nos a outra coisa qualquer que não corresponda à dignidade de filhos de Deus. A Quaresma é a estrada da escravidão à liberdade, do sofrimento à alegria, da morte à vida. O gesto das cinzas, com que nos colocamos a caminho, lembra-nos a nossa condição original: fomos tirados da terra, somos feitos de pó. Sim, mas pó nas mãos amorosas de Deus, que soprou o seu espírito de vida sobre cada um de nós e quer continuar a fazê-lo; quer continuar a dar-nos aquele sopro de vida que nos salva de outros tipos de sopro: a asfixia sufocante causada pelos nossos egoísmos, asfixia sufocante gerada por ambições mesquinhas e silenciosas indiferenças; asfixia que sufoca o espírito, estreita o horizonte e anestesia o palpitar do coração. O sopro da vida de Deus salva-nos desta asfixia que apaga a nossa fé, resfria a nossa caridade e cancela a nossa esperança. Viver a Quaresma é ansiar por este sopro de vida que o nosso Pai não cessa de nos oferecer na lama da nossa história.
O sopro da vida de Deus liberta-nos daquela asfixia de que muitas vezes nem estamos conscientes, habituando-nos até a «olhá-la como normal», apesar dos seus efeitos que se fazem sentir; parece-nos «normal», porque nos habituamos a respirar um ar em que a esperança é rarefeita, ar de tristeza e resignação, ar sufocante de pânico e hostilidade.
A Quaresma é o tempo para dizer não. Não à asfixia do espírito pela poluição causada pela indiferença, pela negligência de pensar que a vida do outro não me diz respeito; por toda a tentativa de banalizar a vida, especialmente a daqueles que carregam na sua própria carne o peso de tanta superficialidade. A Quaresma significa não à poluição intoxicante das palavras vazias e sem sentido, da crítica grosseira e superficial, das análises simplistas que não conseguem abraçar a complexidade dos problemas humanos, especialmente os problemas de quem mais sofre. A Quaresma é o tempo de dizer não; não à asfixia duma oração que nos tranquilize a consciência, duma esmola que nos deixe satisfeitos, dum jejum que nos faça sentir bem. A Quaresma é o tempo de dizer não à asfixia que nasce de intimismos que excluem, que querem chegar a Deus esquivando-se das chagas de Cristo presentes nas chagas dos seus irmãos: espiritualidades que reduzem a fé a culturas de gueto e exclusão.
A Quaresma é tempo de memória, é o tempo para pensar perguntando-nos: Que seria de nós se Deus nos tivesse fechado as portas? Que seria de nós sem a sua misericórdia, que não se cansou de perdoar-nos e sempre nos deu uma oportunidade para começar de novo? A Quaresma é o tempo para nos perguntarmos: Onde estaríamos nós sem a ajuda de tantos rostos silenciosos que nos estenderam a mão de mil modos e, com ações muito concretas, nos devolveram a esperança e ajudaram a recomeçar?
A Quaresma é o tempo para voltar a respirar, é o tempo para abrir o coração ao sopro do Único capaz de transformar o nosso pó em humanidade. É o tempo não tanto para rasgar as vestes frente ao mal que nos rodeia, como sobretudo para dar espaço na nossa vida a todo o bem que possamos realizar, despojando-nos daquilo que nos isola, fecha e paralisa. A Quaresma é o tempo da compaixão para dizer com o salmista: «Dai-nos [, Senhor,] a alegria da vossa salvação, sustentai-nos com um espírito generoso», a fim de proclamarmos com a nossa vida o vosso louvor (cf. Sal 51/50, 14), e que o nosso pó – pela força do vosso sopro de vida – se transforme em «pó enamorado».

FRATERNIDADE: BIOMAS BRASILEIROS E DEFESA DA VIDA


Criados a imagem e semelhança de Deus, somos convidados, na quaresma através da Campanha da Fraternidade, a avaliar o que estamos fazendo com a criação Divina, contemplando as características únicas que compõem os diferentes biomas brasileiros.

Desde descoberto o Brasil sempre foi lembrado pela diversidade de suas matas e de seres vivos que só aqui estão espalhados, tão abundante sendo reverenciada  pelos portugueses que aqui chegaram no século XIV. Passados mais de cinco séculos, o que encontramos atualmente é algo bem diferente das características descritas por Pero Vaz de Caminha, que em cartas descreveu os povos que viviam aqui, os rios de águas que pareciam infinitas, a flora que cobria esta terra de maneira graciosa e os animais que ocupavam tal paraíso.
Onde estão estes povos que cuidavam e defendiam nosso território? Hoje o que resta dessa floresta que enchia os olhos?  Onde estão essas águas que pareciam infinitas? Cadê esse verde que maravilhou quem aqui chegou?
Mais de 500 anos passados a realidade se modificou bastante, o verde, que deu cor a nossa bandeira em 1889, deu lugar ao cinza das grandes cidades e o preto do asfalto que liga populações e populações.
Os povos indígenas que se estimavam ser mais de 2 milhões no ano do descobrimento, hoje encaixotados em demarcações territoriais, são pouco mais de 800 mil. Esses reivindicam o direito de viverem conforme seus costumes, suas crenças, sua cidadania, suas tradições. Muitas tribos foram extintas e com elas a uma infinidade de atributos únicos de um povo, que cada vez mais veem suas terras invadidas com a prerrogativa do progresso.
Nosso país de dimensões continentais, é berço de imensas variedades de florestas e de animais; delimitados e descritos em seis biomas, com suas interfaces e ligações, mas guardando características próprias.
Bioma é um conjunto de seres vivos (animal e vegetal), que é identificado como típico de uma região, devido as suas características naturais (clima, relevo...), que interagem entre si.
O Brasil, como falado anteriormente, possuí oficialmente seis biomas: a Mata Atlântica, a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga e o Pampa. Que a cada dia são devastadas e agredidas, com o propósito do avanço econômico em sobreposição aos aspectos ecológicos.
Quando esgotamos os recursos naturais de um ambiente, colocamos em risco a capacidade deste de se recompor, e podemos colocar em extinção animais e plantas e outros elementos que são indispensáveis a vida humana.  
Tema da Campanha da Fraternidade 2017


Paremos para refletir: Este é o caminho que queremos tomar? E o que deixaremos para as gerações futuras?
A vida humana, a muito tempo, exerce grande influência nos problemas ambientais já vividos hoje. A grande concentração de pessoas nas cidades, cerca de 80% da população brasileira, consumindo água de forma indisciplinada, produzindo esgoto e muitas vezes despejando nos rios e lagos, impermeabilizando o solo, produzindo resíduos de forma desmedida. Problemas como estes foram tratados na Campanha da Fraternidade de 2016.
A forma consumista que vivemos hoje, descartando cada vez mais rápido  e aumentando a quantidade de resíduos, vem a muito evidenciando problemas sociais, contaminando o solo e a água, dificultando a vida dos animais. Isso tudo em contraponto as dificuldades em execução das políticas ambientais e o grande abismo criado para discutir os problemas ambientais, que estão mais evidentes.
Dentre de tantos questionamentos é necessária refletir e discutir qual o papel de todos nós, o que estamos fazendo para preservar a nossa casa comum. Para o Papa em sua encíclica Laudato Si’ cada criatura tem sua mensagem que deve ser respeitada e entendida, mensagens essas que se interligam umas com as outras. Nosso dever é observar contemplar, cultivar e cuidar da Criação Divina. Sejamos fiéis a essa vontade.

25 de Janeiro, Conversão de São Paulo, Nosso Padroeiro!

Hoje, 25 de janeiro, dia do nosso Padroeiro São Paulo Apóstolo, a Igreja celebra e relembra da sua história de vida, bem como sua missão como Apóstolo do Senhor.


PAULO – DO NASCIMENTO Á SUA CONVERSÃO

            Paulo nasceu em Tarso na região da Cicília, Ásia Menor, atua Turquia. Nascido numa família judaica, Paulo foi criado dentro das exigências da LEI DE DEUS e das tradições paternas. Ele tinha dois nomes, um para cada ambiente: SAULO, nome judaico (At. 7, 58) e Paulo, nome grego (At 13, 9). Eele prefere e assina Paulo, mas Deus o chama de Saulo, nome que determina qual era seu povo, judeu.
            Paulo era um homem profundamente religiosos, judeu praticante, irrepreensível na mais estrita observância da Lei “cheio de zelo pelas tradições paternas”. Esse ideal animou Paulo durante os primeiros 28 anos de sua vida, mas chegou o momento de descobrir que observar a Lei não era o suficiente para levá-lo a Deus.
            Estevão e Paulo era colegas de estudo, mas os caminhos se separaram. Estevão entrou na comunidade dos cristãos, criada fazia três ou quatro anos. Paulo era contra. Até o dia que presencia a morte de Estevão pelos judeus que perseguiam os cristãos. Logo após esse fato, Paulo perseguia o caminho de Damasco quando subitamente, uma luz resplandecente vinda do céu o cerca, ele cai ao chão e uma voz lhe diz:
- Saulo, Saulo. Por que me persegues ?
Paulo então pergunta:
- Quem és tu, Senhor ?
Jesus então responde:
- Eu sou Jesus a quem persegues.
Paulo questiona ao Senhor:
- Senhor, que queres que eu faça ?
Jesus responde:
- Levanta-te, entra na cidade. Aí será dito o que deves fazer.
            Paulo se levanta, abre os olhos e nada enxerga. Está cego !

            Ao chegar na cidade de Damasco, encontra-se com Ananias, que lhe impõe as mãos e ele recupera a visão. Ananias batiza-o em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e Paulo começa a pregar a Palavra de Deus.

PAULO E SUA CAMINHADA COMO APOÓSTOLO DO SENHOR

            A conversão de Paulo para Cristo significou uma mudança profunda na sua vida, mas não foi uma troca de Deus. Paulo continuou fiel a Deus e a seu povo. Tornou-se cristão pela vontade de ser fiel ás esperanças de seu povo aceitando Jesus como o Messias.
            Escolhido por Deus para o apostolado, Paulo sabia que sua missão não era outra a não ser pregar e difundir o Evangelho. Es isto significava, para ele, mostrar a todos a figura de Cristo como Mestre e Salvador do mundo. Daí a sua profunda humildade, mostrando-nos que, na sua missão de evangelizador, ele não buscava pregar a si mesmo ou fazer alarde da sua sabedoria
Na sua segunda carta a Timóteo 2, 9, Paulo diz que embora ele estivesse preso, a Palavra de Deus nunca seria encarcerada. De fato, confinado em sua casa em Roma e mesmo no cárcere, o Apóstolo continuou pregando e fazendo discípulos. Somente a morte pôde calar sua voz, no entanto suas palavras e seu testemunho permanecem até hoje entre nós.
            Sua morte foi a sua pregação mais forte e impressionante. A Igreja a celebra todos os anos no dia 29 de junho para que lembremos sempre desse apóstolo que foi aquele que mais divulgou e viveu as palavras do Evangelho.


ORAÇÃO Á SÃO PAULO APÓSTOLO

            Ó grande apóstolo São Paulo, mestre dos gentios, corajoso, seguidor de Cristo, destemido evangelizador, fundador de comunidades, dai-nos este espírito de apóstolo de vosso Mestre Jesus, a fim de que possamos dizer a todos – “Já não sou eu quem vivo, mas é o Cristo que vive em mim” Iluminai a todos os povos com a luz do Evangelho, que com tanto amor testemunhastes, procurando estabelecer no mundo, o Reino da justiça e de amor do vosso Mestre. Suscitai muitas vocações missionárias, que a vosso exemplo, levam Cristo a todos os povos. São Paulo Apóstolo, rogai por nós.

HOMILIA DE PADRE RAMOS NA SOLENIDADE DE MARIA, MÃE DE DEUS


“ Meus amados irmãos iniciamos o ano novo com votos de paz a todos os homens e mulheres, que confiam na grandeza do coração misericordioso do Pai.
Rezamos intensamente para que a imagem e semelhança de Deus em cada pessoa nos permita viver semeando o bem.
A primeira celebração do ano é dedicada a Santa Maria Mãe de Deus, no Brasil a Igreja proclamou o ano Mariano para celebrar os 300 anos do aparecimento da imagem negra, Nossa Senhora da Conceição Aparecida no rio Paraíba estado de São Paulo, até hoje o povo lhe devota profundo carinho.
São 300 anos de história, devoção, milagres e curas realizadas por Deus a todos que pedem a sua interseção junto a seu filho Jesus Cristo.
Através de uma mulher Deus se fez um de nós! Maria apresenta-se como a porta aberta pela qual Deus fez sua entrada no meio da humanidade.
Maria acolhe e dá à luz a luz!
O cristão é chamado por Deus a ser como Maria: Aquele que o acolhe permite que Deus realize nele maravilhas e dá ao mundo o seu filho amado. Vivendo movido pelo espirito, vive como luz e por isso, oferece ao mundo a verdadeira luz: JESUS CRISTO!

- Evangelho – Lc 2,16-21

Os primeiros que recebem a notícia do nascimento são os pastores: Representantes de duas categorias sociais diminuídas.
·         Na sociedade judaica, ocupavam os lugares mais baixos na pirâmide social. Eram analfabetos, não conheciam as escrituras, não tinham acesso à vontade de Deus contidas nas Leis. Não frequentavam as sinagogas, considerados pecadores.

·         Representam os profetas do antigo testamento que esperavam o Deus Salvador.
São pobres privados das boas notícias do mundo, não despertam interesse nos portadores do poder. Mas estão abertos a receber a Boa Nova vinda de Deus.
Como representantes dos profetas, eles se alegram com a esperança nascida da fé nas promessas de Deus, que nunca decepciona.
Eles vão às pressas a Belém. Lá não há nada de extraordinário: apenas um pobre menino deitado na manjedoura com seus pais.
Tendo-o visto, contaram tudo que fora dito sobre o menino.
Aqueles que não conheciam a Palavra de Deus passam a ser anunciadores da Boa Nova.
-  E todos que os ouviram ficaram ficavam maravilhados.
- Voltaram anunciando o evangelho com alegria numa verdadeira festa litúrgica.
- A visita a Belém provoca neles uma verdadeira transformação – voltam como missionários da Boa Nova, celebrando a escritura com o Deus menino, celebrando a vida.

Que bonita lição:

a)      Deus comunica-se conosco até mesmo em nossas trevas: nas noites escuras como aos pastores. Não procuramos Deus ALHURES, (em outro lugar, ou parte) mas nosso em nosso cotidiano, em nossa vida.

b)       O Deus menino nos revela o modo de agir de Deus: nada de espetáculo, ele se abaixa para nos por de pé. Aprendamos a lição da manjedoura: Devemos nos revestir de humanidade (humildade), para acolher a divindade.

c)       As nossas trevas transformam-se em Luz quando recebemos a Boa Nova de Deus. Nele, o sol sempre brilha, pois temos sempre o amanhã.
Que nenhuma boa notícia do mundo ofusque a alegria verdadeira que poderá vir somente do Pai.

d)       Mas a Boa Nova do Pai, se de fato nos alegra, transforma-nos – Passamos a ser missionários do amor de deus e celebrantes da vida.

Dia Mundial da Paz

O Santo Padre oferece como tema:
A não-violência: estilo de uma política para paz.

Convida a fazer da não-violência como estilo de vida.

Citando o Beato Paulo VI “ quando diz que a paz é a única e verdadeira linha do progresso humano (não as tensões de nacionalismo ambiciosos, nem as conquistas violentas, nem as repressões geradoras de uma falsa ordem civil) ”. 
Advertia contra o perigo de crer que as controvérsias internacionais não se possam resolver pelas vias da razão, isto é, das negociações, baseado nos direitos, na justiça, na equidade, mas apenas pelas vias devastadoras.
Insiste o Papa Francisco “ na defesa da não-violência como estilo de uma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar a não-violência guiar o mundo como nós tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, socias e internacionais.
Convida a resistir à tentação da vingança, pois as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não violentos de construção de paz.
Possa a não-violência ternar-se o estilo característicos das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas.

- Jesus pregou o amor incondicional, perdoando a pecadora, ensinou a amar os inimigos, a fornecer a outros a face para ser batida.
Jesus pregou a não-violência ensinado o verdadeiro amor.
Quem ama conhece a Deus, pois Deus é amor! “



CENTENÁRIO DE MONSENHOR EXPEDITO 1916-2016

          








Praça Monsenhor Expedito.


         Paróquia São Paulo Apóstolo celebra centenário de nascimento de Monsenhor Expedito do dia 10 a 13 de dezembro de 2016, a paróquia São Paulo Apóstolo em São Paulo do Potengi, celebrou as festividades do centenário de Monsenhor Expedito, primeiro pároco da cidade e que se vivo, estaria completando 100 anos.  
          
Padre Ramos e Dom Matias Medeiros ( Sobrinho de Mons.Expedito ).

    A abertura do Centenário aconteceu dia 10/12 às 19 horas com a Santa Missa e show cultural com artistas da terra. Nos decorridos dias aconteceram os casamentos comunitários, primeira Eucarística, missas com padres amigos e três bispos, sendo esses, Dom Matias Patrício de Macedo (Arcebispo Emérito da Arquidiocese de Natal), Dom Jaime Viera Rocha (Arcebispo Metropolitano de Natal) e Dom Matias Medeiros (sobrinho de Monsenhor). Aconteceu a inauguração do Painel do Centenário onde artista de nossa cidade estamparam uma obra de arte contado toda a história do nosso saudoso Monsenhor Expedito, também a abertura da exposição, com o lançamento do livro “Santa Cruz e o chuá”, de Hugo Tavares (in memorian) e fotos das quais retratavam o amor do profeta das águas  para com os potengienses, durante seu sacerdócio. As homenagens se estenderam ainda com a abertura da Loja do Centenário e uma sessão solene da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Após a missa ainda houve a apresentação da Banda da Polícia Militar, regida pelo Tenente Mota, filho de São Paulo do Potengi e discípulo do nosso eterno vigário.  

Tenente Mota.

            A Paróquia São Paulo Apóstolo, pela pessoa de Pe.Ramos agradece a todos que se empenharam  e que estiveram presentes nos cem anos de Monsenhor Expedito, que deixou saudades, mas também um legado de amor e solidariedade para todos aqueles que estiveram conjuntamente com ele. 


Dom Jaime Vieira Rocha ( Arcebispo Metropolitano de Natal ). 

Painel do Centenário.


O DIA DE FINADOS E SUA IMPORTÂNCIA ESPIRITUAL


Papa Francisco rezando perante o túmulo de São João Paulo II na Capela de San Sebastián

         No dia 02 de novembro os fiéis se concentram nas igrejas e nos cemitérios rezando e oferecendo sacrifícios por seus familiares, amigos e por todos aqueles que morreram na fé. Essa tradição secular remonta os primeiros séculos da cristandade, da qual já a Sagrada Escritura nos ensina: “Se não tivesse esperança na ressurreição dos que tinham morrido em batalha, seria coisa inútil e tola rezar pelos mortos. Mas, considerando que existe uma bela recompensa guardada para aqueles que são fiéis até a morte, então esse é um pensamento santo e piedoso. Por isso, mandou oferecer um sacrifício pelo pecado dos que tinham morrido, para que fossem libertados do pecado.” (2Mc 12, 44-46)

Sobre os defuntos, dizia São João Crisóstomo: “Levemos a eles socorro e celebremos sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelo sacrifício de seu pai (cf. Jó 1, 5), por que deveríamos duvidar de que nossas oferendas em favor dos mortos lhe levem alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer nossas orações por eles”. E é neste intuito de sacrifício que a Igreja recomenda também as esmolas, as obras de penitência e as indulgências plenárias.

          Portanto, o Dia de Finados nos recorda aquilo que a humanidade tem de tão dramático e ao mesmo tempo belo: a nossa morte e a finitude desta vida. É a consciência de que esta vida é passageira, mas que será a partir dela que prepararemos o nosso lugar ao céu ao lado do Pai, da Santíssima Virgem e de todos os Santos e Santas na vida que há de vir.

1ª Missa nesta manhã na Matriz de São Paulo Apóstolo
Foto: PASCOM

FORMAÇÃO DA PASTORAL DA SOBRIEDADE

Na manhã do último sábado, 29, aconteceu na cidade de São Pedro a formação da pastoral da sobriedade, formação essa que contou com os representantes das oitos paróquias do X zonal e da área pastoral de Boa Saúde.


Na ocasião o casal arquidiocesano responsável pela pastoral Dioclécio e Ana Nery falaram sobre os trabalhos realizados, as dificuldades e toda a estrutura da pastoral, que trabalha com os diferentes vícios da sociedade.
Também neste momento as paroquias de Nossa Senhora da Conceição (São Tomé), Sagrado Coração de Jesus (Riachuelo) e Nossa Senhora do Perpetuo Socorro (Barcelona), que já tem implantada a pastoral da sobriedade, relataram sobre as experiências que vivenciam.


A paróquia de São Paulo Apóstolo contou com 13 participantes, dez da cidade de São Paulo do Potengi e 3 de Lagoa de Velhos, afim de conhecer o trabalho da Pastoral da Sobriedade e implantar na nossa Paróquia esse novo Trabalho.

Dia Mundial das Missões 2016

Outubro o mês dedicados as missões nos convida a duas importantes reflexões, o Papa em sua mensagem convida-nos a olhar a missão como uma grande, imensa obra de misericórdia quer espiritual quer material. “ Igreja missionária, testemunha da Misericórdia”, que é o tema do dia das missões, lembra-nos que ir ao encontro dos que precisam nos dignifica a está mais perto do Pai.
Nos momentos em que o Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia chega próximo do fim, outubro é o momento de intensificar nossas ações e fazer o convite para que todos possamos viver a Misericórdia do Pai. 



Em sua mensagem o Papa indica os caminhos da Igreja para este o Dia Mundial das Missões:
“Com efeito, neste Dia Mundial das Missões, todos somos convidados a «sair», como discípulos missionários, pondo cada um a render os seus talentos, a sua criatividade, a sua sabedoria e experiência para levar a mensagem da ternura e compaixão de Deus à família humana inteira. Em virtude do mandato missionário, a Igreja tem a peito quantos não conhecem o Evangelho, pois deseja que todos sejam salvos e cheguem a experimentar o amor do Senhor. Ela «tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho» (Bula Misericordiae Vultus, 12), e anunciá-la em todos os cantos da terra, até alcançar toda a mulher, homem, idoso, jovem e criança. ”


Também em destaque a Pontifícia Obras Missionárias nos convida a realizarmos a Campanha Missionária 2016, que tem como lema “Cuidar da Casa Comum é nossa missão. O lema é extraído da narrativa da criação no livro do Gênesis: “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1, 31). O projeto do Criador é maravilhoso, mas encontra-se ameaçado! A preocupação pela ecologia parte de dois gritos: o grito dos pobres que mais sofrem, e o grito da Terra que geme pela exploração.
Esta temática retorna a Campanha da fraternidade ecumênica deste ano e a encíclica Laudato si’ do Santo Padre. O objetivo é sensibilizar, despertar vocações missionárias e realizar a Coleta no Dia Mundial das Missões, penúltimo domingo de outubro (este ano dias 22 e 23), conforme instituído pelo Papa Pio XI em 1926.

Este é um importante passo da Igreja para que sejamos conscientes diante da crise socioambiental que passamos, mesmo não sendo especialistas neste tema, é dever de todo Cristão cuidar do planeta, afim de cada vez mais darmos condições e dignidade a vivencia humana.

MENSAGEM DO ARCEBISPO POR OCASIÃO DAS ELEIÇÕES

MENSAGEM AO POVO DE DEUS
POR OCASIÃO DAS ELEIÇÕES DE 2016
Aos Padres, Diáconos, Religiosos e Religiosas, Fiéis, leigos e leigas da
Arquidiocese de Natal


Passados quatro anos, mais uma vez a população se prepara para exercer a cidadania pelas urnas. A campanha está chegando à reta final! Candidatos esforçam-se para atraírem a atenção do eleitor esperando destes o sufrágio nas urnas a fim de que possam servir ao bem comum. Contudo, nos dias atuais, percebe-se o total desinteresse e apatia por parte das pessoas quando o assunto é política e eleições. Isto acontece devido ao grande fosso que separa a sociedade das práticas políticas exercidas por quem deveria agir em benefício da coletividade.
Eu, na qualidade de Bispo e Pastor da Igreja de Cristo, que é presença viva e eficaz na Arquidiocese de Natal, sinto-me no dever evangélico de lançar luzes à nossa consciência como Comunidades de Fé que somos, e mais, como discípulos e missionários de Jesus Cristo, sobre tamanha responsabilidade que recai sobre cada um de nós. O Papa Francisco nos alerta: “Para o cristão, é uma obrigação envolver-se na política. Nós, cristãos, não podemos fazer como Pilatos: lavar as mãos. Não podemos! Devemos nos envolver na política, pois a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum. Os leigos cristãos devem trabalhar na política. Você, então, dirá: Mas não é fácil, pois a política está muito suja. E, então, eu pergunto: A política está suja, por quê? Não será porque os cristãos se envolveram na política sem o espírito do Evangelho? Faço-lhe outra pergunta: É fácil dizer que a culpa é de outro. Mas, o que eu estou fazendo? É um dever trabalhar para o bem comum; é um dever do cristão!”
Decorre, portanto, da fé que professamos, o compromisso em trabalhar por um Brasil mais próspero, democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência, discriminação, mentiras e com oportunidades iguais para todos. Somente conseguiremos esse sonho com a participação de todos nós, cidadãos e cidadãs brasileiros. E esta participação cidadã, plasmada nos valores da democracia, começa no município em que vivemos. Impõe-se, neste tempo que antecede o dia das eleições, refletirmos sobre a situação do município onde estabelecemos morada. Pois, as eleições municipais têm uma atração e uma força próprias pela proximidade dos eleitores com os candidatos e, acima de tudo, com a real situação das políticas públicas básicas que a maioria da população precisa, como saúde, educação, segurança, moradia, mobilidade, entre outras.
Nos últimos anos, temos assistido o quanto os mais pobres estão alijados dessas políticas públicas. Basta uma visita aos postos de saúde e hospitais públicos. Outra situação que denota a falta de compromisso com a vida humana reside na ausência de ações políticas voltadas para as camadas socialmente vulneráveis, especialmente, os idosos, as crianças, adolescentes e jovens. Tal situação contribui para que a cada novo processo eleitoral a população politicamente ativa, e que exerceu o sufrágio nas últimas eleições, sinta-se enganada e cada vez mais desiludida pelas promessas de campanhas não realizadas.
Penso que, nos anos eleitorais, não deve a sociedade apenas votar, mas participar de forma organizada e ativa das discussões políticas, sendo também necessário que cada eleitor acompanhe após o pleito a trajetória dos políticos eleitos. Se não agirmos dessa forma, com certeza, passaremos mais alguns anos reclamando da violência que só aumenta, da falta de educação, da inexistência de saúde, da corrupção e de todos os males trazidos pela falta de informação e participação.
A oportunidade de concertação está posta, ao nosso alcance, através da participação ativa no processo eleitoral. É salutar que o eleitor procure informações a respeito dos candidatos e de seus partidos. Quem é candidato a um cargo político não caiu do céu: tem pai, mãe, família, formação, vida profissional etc. É indispensável assuntar se a história do candidato lhe confere compromisso com políticas públicas que defendam e promovam a dignidade da vida em todas as suas etapas: a inclusão dos pobres, das pessoas com deficiência, idosos, crianças e jovens, enfim, que promovam o bem estar para todos. O voto livre e soberano é, com toda certeza, a melhor arma para alcançarmos isso.
O bom político é ético e corajoso, por ter senso de justiça, ser coerente entre o discurso e a prática; é honesto, transparente e verdadeiro antes, durante e depois da campanha política; é defensor da vida e da dignidade da pessoa humana em todas as suas manifestações, desde a concepção até a morte natural; é humano e popular sem ser populista. Promove a justiça social priorizando ações governamentais que favoreçam a superação das desigualdades sociais e a qualidade de vida da comunidade; tem sensibilidade ecológica. Tem noção de sustentabilidade, e por isso, implementa políticas de preservação e recuperação do meio ambiente e de saúde pública, mesmo contrariando interesses imediatistas.
O bom político tem objetivos nobres. É um agente da transformação, desenvolve a economia gerando oportunidades para todos. Assume riscos com ousadia e criatividade; é inovador, mobilizador, envolvente. Toma iniciativas e sabe propor desafios e levantar bandeiras mobilizando a comunidade com entusiasmo; é estrategista. Tem boa visão de futuro e conhece o potencial das comunidades de seu município e da região. Sabe cercar-se de pessoas capazes e tecnicamente preparadas.
O bom político é administrador. Sabe delegar e descentralizar. Sabe escolher seus colaboradores diretos a partir da competência profissional determinando, com clareza, o que cabe a cada um realizar e cobrando resultados. Busca e constrói parcerias com outras esferas de governo e com a sociedade. Tem capacidade de alavancar recursos. Não gasta além do que arrecada e não contrai dívidas exageradas; é alguém capaz de liderança. Busca na sociedade civil organizada oportunidades de parceria e cooperação, reconhecendo, assim, nos atores sociais, a capacidade de cogestão e controle social das políticas públicas de Estado.
Assim, caríssimos irmãos e irmãs, fica claro para todos nós, que a cidadania não se esgota no direito-dever de votar, mas se dá também no acompanhamento do mandato dos eleitos. Se quisermos transformar o Brasil, comecemos por transformar os municípios. As eleições, sem dúvida nenhuma, levadas a sério pelos protagonistas de todo esse processo – que somos nós mesmos – são um caminho para atingirmos essa meta. Confiamos que saberemos nos posicionar nesse processo. Sua participação ativa é necessária. Essa é a hora para darmos o testemunho de que somos cristãos comprometidos com o Evangelho e, de maneira especial, proclamar a razão de nossa fé nesse tempo de profunda crise pela qual passa o Brasil e a nossa frágil democracia.
Que Maria, a Mãe da Apresentação, nos tome pelas mãos, nos acompanhe e assista em tão eloquente ato de fé engajada: o exercício da cidadania pelo voto.
Natal, 22 de Setembro de 2016.
Dom Jaime Vieira Rocha
Arcebispo Metropolitano de Natal

ORDENAÇÃO DIACONAL DE HÉMERSON CÂMARA.



A Paróquia de São Paulo Apóstolo é conhecida por ser um verdadeiro celeiro de vocações, e hoje estamos em festa, pela Ordenação Diaconal de mais um filho de São Paulo do Potengi. Às 17 h de ontem, 8, na Catedral de Natal, aconteceu a Missa que ordenou como Diácono, o nosso irmão e conterrâneo, o seminarista Hémerson Câmara, juntamente com mais quatro colegas de seminário. A celebração foi presidida pelo Arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira, e contou com a presença de 68 padres, diáconos permanentes, seminaristas, familiares e amigos dos novos servos da Igreja. Os mesmos darão continuidade ao seus estágios paroquiais, enquanto se preparam para a Ordenação Sacerdotal. 

Na ocasião, Dom Jaime apresentou Padre Ramos como o novo Vigário Episcopal do Vicariato Sul.

Na próxima quinta-feira, 15, padre Ramos celebrará Santa Missa, na Igreja Matriz de São Paulo Apóstolo, às 19 h. Será a primeira Missa, auxiliada pelo Diácono Hémerson, em sua cidade natal, São Paulo do Potengi.






MENSAGEM DE AGRADECIMENTO.

"Meus queridos amigos, irmãos, povo santo de Deus, amados conterrâneos...
O que dizer neste momento!?!
Primeiro: O meu modo de agradecer é daquela mesma forma que aprendi com o nosso saudoso Mons. Expedito: "com as minhas orações".
De coração, quero elevar a todos o meu mais preciso preito de agradecimento. Deus recompense a todos pelas bonitas palavras, homenagens e carinhos. 
Não por meus méritos, mas pela graça de Deus me tornei ministro do evangelho para servir a todos. Meu carinho especial e minhas mais sublimes orações por todos.
Deus abençoe e a Bem Aventurada Virgem Maria os proteja sempre." 
Hémerson Câmara


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